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Blog Marcos Campos




Escrito por Marcos Campos às 17h44
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As coisas estão melhorando, porém…

Em maio, em todo o Brasil foram criados 131.557 empregos com carteira assinada, o q representa um crescimento de 0,41% em relação ao mês anterior. Foi o melhor resultado mensal para o ano de 2009, e é o quarto mês consecutivo de expansão.

 

Os dados mostram crescimento generalizado nos diversos setores da economia , c/ destaque p/ a Agricultura, os Serviços, a Construção Civil e o Comércio.

 

A Agricultura, c/ uma geração de 52.927 postos de trabalho (+3,36%), apresentou um desempenho superior ao verificado em maio de 2008 (+47.107 postos ou +2,89%).

 

Já o setor Serviços foi responsável pela geração de 44.029 postos, o quinto maior saldo da série para o período, representando uma elevação de 0,34% no estoque de emprego. Esse desempenho decorreu do aumento de todos os segmentos que compõem o setor, c/ destaque para Serviços de Alojamento, Alimentação e Reparação (+16.140 postos ou +0,35%, o terceiro maior saldo da série do Caged), e Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+8.582 postos ou +0,25%). Os segmentos Serviços de Ensino (+7.656 postos ou +0,62%) e Serviços Médicos e Odontológicos (+7.335 postos ou +0,55%) apresentaram crescimento recorde para o período na série histórica do Caged.

 

A Indústria foi o segmento q mais sofreu c/ os efeitos da crise mundial. Ainda assim, dos doze ramos que compõem o setor, cinco obtiveram saldo positivo, c/ destaque para a Indústria de Produtos Alimentícios (+13.382 postos ou +0,74%) e a Indústria Têxtil (+2.124 postos ou +0,22%), c/ saldo positivo pelo segundo mês consecutivo no ano. As Indústrias Metalúrgica (-5.499 postos ou -0,78%) e Mecânica (-2.917 postos ou -0,58%) mantiveram suas trajetórias negativas, mas num ritmo menos acentuado comparativamente aos resultados do mês anterior (-9.025 e -5.650 postos, respectivamente). Já a Indústria de Transformação registrou relativa estabilidade, ao responder pelo incremento de 700 postos de trabalho (+0,01%), sendo o segundo mês consecutivo de resultado positivo no ano.

 

Quando a notícia é alvissareira (leia-se, favorável ao governo), a grande imprensa – e seus porta-vozes – não perde o cacoete de sempre apor a ela um porém, um contudo, um todavia.

 

Porém, contudo, todavia, os fatos estão aí, a demonstrar q a situação começa a desanuviar, inclusive c/ alguns setores já vendo a crise pelo retrovisor.



Escrito por Marcos Campos às 17h33
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A grande imprensa e seus pecados

 

O comportamento da grande mídia é objeto de discussões acaloradas. Os aliados do governo a encaram c/ uma ferramenta a serviço da oposição. Neste sentido, asseguram, os mais importantes jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão costumam lotear seu noticiário c/ material q beneficia os grupos políticos e econômicos a q servem – seja dando ressonância maior a dados q embotam o desempenho do governo, seja manipulando os fatos de forma a desqualificar as ações c/ origem em Brasília. Em casos extremos, dizem, até mesmo plantar notícias faz parte da cartilha da grande mídia. Exagero? Então, quem não lembra da matéria em q a “Folha de S. Paulo” divulgou um suposto dossiê da ministra Dilma Rousseff, acusando-a de terrorista, e q não passou de uma fraude grosseira reconhecida pelo próprio jornal?

 

Infelizmente, o universo midiático brasileiro está repleto de casos em q se sobrepõem ao mister de bem informar a imprecisão, o engodo e o não comprometimento c/ a verdade. Se o “dossiê” da ministra é recente, o q dizer, por exemplo, em relação à crise aérea q se instalou no país há cerca de 2 anos? Pode ela tb se inscrever entre os casos “trabalhados” pela grande mídia?

 

De fato, a crise aérea foi um prato cheio a alimentar o noticiário à época. Por um bom tempo, não se viu, não se leu outra coisa q não matérias martelando a mesma tecla – de um lado, a confusão causada nos aeroportos superlotados por conta de vôos c/ atrasos nunca antes vistos, de outro acusações à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e aos órgãos brasileiros de controle aéreo, o q, em última instância, atingia em cheio o governo. Td isso gerou graves dúvidas em relação à segurança dos vôos no Brasil.

 

Houve excessos por parte da imprensa? A investigação acerca das causas q originaram a crise ocorreram c/ o devido critério? Procedem as acusações aos órgãos estatais como responsáveis pelos problemas verificados no setor? Ou a imprensa simplesmente se aproveitou da situação e, usando de leviandade, noticiou apenas o q convinha p/ bater no governo?

 

P/ elucidar parte do “mistério”, vale a pena ler o texto abaixo, garimpado no blog do jornalista Luis Nassif (Último Segundo”, portal IG), em comentário escrito pelo Weden. Vamos a ele:

 

“Havia caos nos aeroportos? Sim. Falta de regramento na ação das empresas aéreas? Sim. Havia problemas na ação da ANAC? Sim. Havia problemas com o controle aéreo brasileiro? Sim… Epa. Não.

 

O caos aéreo, na verdade, era terrestre.

 

O caos aéreo foi vendido pela grande imprensa como a extrema insegurança no espaço aéreo brasileiro.

 

Mas…No final de maio, numa avaliação envolvendo 127 países, o Brasil foi considerado o quinto mais seguro, atrás apenas da minúscula Coréia, da mediana França, e dos gigantes Canadá e EUA. Mas à frente por exemplo do Japão e da Alemanha ou Grã_Bretanha.

 

O terror, o medo, o pânico em relação à segurança no voo do Brasil foram instalados pela imprensa, em troca de quê? Quem deve ser responsabilizado por tamanha insensatez?



Escrito por Marcos Campos às 11h34
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Ciro, um sério entrave às pretensões de Serra?

Não bastasse o avanço da ministra Dilma Rousseff nas pesquisas p/ a presidência da República, o governador José Serra anda às voltas c/ outra pedra no sapato: a possibilidade do deputado Ciro Gomes (PSB) concorrer ao governo de S. Paulo.

Pelo q se sabe, Serra abriu o verbo e já avisou ao PSB paulista, partido q compõe sua base de apoio, q não admite a candidatura do deputado cearense ao Palácio dos Bandeirantes. O aviso se deu em termos tão ríspidos – alguns asseguram q c/ palavras de baixo calão – q levou Ciro Gomes a comentar, irônico, segundo relata a “Folha de S. Paulo”, q "isso mostra que não sou o único político que fica com raiva às vezes ou que solta palavrão".

Serra tem razão em não ver c/ bons olhos a candidatura de Ciro ao governo de S. Paulo, ao contrário dos petistas, q esperam c/ esse movimento matar dois coelhos de uma só cajadada. Primeiro, porque tiraria Ciro da sucessão presidencial – ele aparece c/ 15% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, e são votos q dificilmente seriam carreados p/ outra candidatura q não a da ministra Dilma. Depois, pelo fato de q passaria a ter à disposição um palanque e tanto p/ o partido em S. Paulo, colégio eleitoral onde Ciro tem 13% das intenções de voto à presidência, segundo pesquisa Datafolha.

Embora tenha como projeto candidatar-se à presidência, o governo paulista é algo q seduz o deputado federal pelo Ceará, seja em razão do q representa S. Paulo em termos econômicos, seja em face dos inúmeros apelos q vem recebendo nesse sentido. Ciro tb enxerga a possibilidade de, governando a maior capital do país, sair fortalecido p/ a disputa presidencial de 2014. Outro dado q anima o deputado: as últimas pesquisas junto ao eleitorado paulista lhe dão cerca de 18% das intenções de voto p/ governador, sem q praticamente nenhum esforço de marketing tenha sido feito p/ alavancar sua candidatura.

Desafeto de Serra desde os tempos em q militava no PSDB, Ciro Gomes, c/ o apoio do PT e as bênçãos de Lula, pode vir a se transformar num entrave dos grandes às pretensões do governador paulista, seja p/ eleger seu sucessor em S. Paulo, seja na sua caminhada rumo a Brasília.



Escrito por Marcos Campos às 17h03
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Na comparação c/ o resto do mundo, o Brasil não decepciona

 

Em q pese o PIB do primeiro trimestre de 2009, divulgado pelo IBGE, ter apresentado números negativos, se comparados aos resultados do quarto trimestre do ano passado e do primeiro trimestre de 2008 (-0,8% e -1,8%, respectivamente), a situação é bem mais tranquila do q estimava a maioria dos analistas econômicos.

Na verdade, qualquer análise q se faça em torno do PIB tem de levar em conta q os três primeiros trimestres de 2008, c/ a indústria superaquecida e as exportações bombando, compuseram uma base de comparação extremamente forte. É bom lembrar q estávamos crescendo entre 5% e 6% até o quarto trimestre do ano passado, quando a crise internacional irrompeu entre nós, comprometendo o crescimento a partir de então. Outro dado q deve ser considerado é q a crise, cujo impacto é comparável ao crash de 29, pegou de calças curtas a totalidade dos países, e permenece fazendo estragos nos quatro cantos do mundo.

O Brasil não ficou imune aos seus efeitos. Foi contaminado, mas num grau muitíssimo menor do q teria sido em outros tempos. Mesmo no confronto c/ outros países estamos nos saindo melhor do q muitos dos nossos mais conhecidos analistas prognosticaram.

Segundo o “Estado de S. Paulo”, “o Brasil não cresceu tanto como a China e a Índia no início deste ano, mas não chegou a registrar tombo semelhante ao verificado nas economias desenvolvidas no mesmo período”. Entre os Brics, denominação q receberam os quatro principais países emergentes do mundo (Brasil, Rússia, Índia e China), na comparação do primeiro trimestre do ano passado c/ os três primeiros meses de 2009, o Brasil, c/ um recuo de 1,8%, teve desempenho inferior à China (+6,1%) e Índia (+5,8%), mas ganhou c/ sobras da Rússia, q recuou impressionantes 9,5%. Usando esta mesma base de comparação, apresentaram melhor performance q o Brasil Polônia (+1,9%), Austrália (+0,4%) e Noruega (-0,3%). E só.

“O Estado de S. Paulo” tb informa q “em relação ao último trimestre de 2008, a queda de 0,8% do PIB brasileiro só foi pior do que os resultados apurados na Polônia e Austrália (+0,4%), Coreia do Sul (+0,1%) e Noruega (-0,4%)”. O Brasil, ainda segundo ”O Estadão”, ficou empatado com a Suíça (-0,8%) e em melhor situação que a França (-1,2%), Estados Unidos (-1,5%), Alemanha (-3,8%) e Japão (-4%). O jornal informa q os números de Rússia, Índia e China, q junto c/ o Brasil formam o Bric, não foram ainda divulgados.

Por isso, nem tanto ao céu, nem tanto à terra, como diriam os mais prudentes. Os opositores do governo esperavam – ou torciam? –  por um tombo monumental do PIB neste primeiro trimestre, e deram c/ os burros n’água. Já a situação está mais tranquila, não só pelo fato do recuo ter sido modesto, mas tb em face das previsões, c/ raízes no próprio mercado, bem mais otimistas em relação ao segundo trimestre. É voz corrente q cresceremos em 2009.



Escrito por Marcos Campos às 22h06
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PIB é negativo, mas vem melhor do que analistas previam

          Os números do PIB relativos ao primeiro trimestre de 2009 revelam q estamos “tecnicamente” em recessão, um artifício acadêmico q considera neste status o país q por dois trimestres seguidos apresenta resultados negativos na produção de bens e serviços.

          Por outro lado, o PIB agora divulgado pode ser "um retrato do passado, dos três piores meses da crise", como afirmou ao “Últimas Notícias”, do UOL, o professor Edmar Alves, da Fundação Getúlio Vargas. P/ ele, “a divulgação desse PIB negativo do primeiro trimestre acaba mostrando que, na verdade, não estamos em recessão técnica: estamos, sim, saindo dessa recessão”.

          Em entrevista coletiva logo em seguida à divulgação do PIB, o ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou q "o resultado frustrou as expectativas dos pessimistas". Disse ainda q “o mercado inteirinho não acertou” e q “todos previam um negativo maior do que estamos anunciando”.

          O presidente Lula lamentou os números do PIB, mas disse q pelo menos a queda foi bem menor do q aquela q a imprensa vinha anunciando: "Diziam que ia ser uma catástrofe, e não foi".

          De fato, a grande mídia loteou seus espaços c/ previsões catastróficas.

          C/ sua bola de cristal descalibrada, a jornalista Míriam Leitão, por exemplo, insistia em previsões macabras. Dizia q o PIB encolheria algo como 2% frente ao último trimestre de 2008 (deu 0,8%) e apregoava uma queda de 3% frente ao primeiro trimestre de 2008 (deu 1,8%).

          O economista José Roberto Mendonça de Barros, da consultoria MB Associados, seguiu a mesma linha. P/ o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do governo FHC, o PIB teria uma retração de 2,3% (vale repetir, foi 0,8%) em relação ao último trimestre de 2008, e cairia 3,4% (vale repetir, foi 1,8%) na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

          Pena q estes não sejam casos isolados. Dar chutes equivocados é uma tática de q se vale a maioria dos nossos analistas econômicos. Esquecem eles q previsões turbinadas c/ combustível ideológico não apenas fazem ruir a credibilidade de seus autores, como tb, e é aí q mora o perigo, trazem sérios prejuízos à economia do país. Afinal, não são poucos os q se baseiam no q os analistas sustentam p/ tomadas de decisões, seja o empresário à frente de seus negócios, seja a dona-de-casa diante das prateleiras dos supermercados.

          Os formadores de opinião têm de ter isto em vista, antes de vestir a camisa de seus clubes do coração e sair por aí dando chutes a esmo. Torcer contra pode, a despeito de não ser uma postura, digamos, patriótica. O q não pode é, tendo 2010 como alvo, prever chuvas e trovoadas quando o tempo está apenas nublado, e o sol, embora tímido, começa a despontar no horizonte.

 

Crédito foto: evanioaraujo.zip.net



Escrito por Marcos Campos às 21h35
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 O que fazer para derrubar os índices de aprovação de Lula?

Duas pesquisas recentemente divulgadas vêm tirando o sono de tucanos, democratas e simpatizantes "serristas". A pergunta q devem estar se fazendo é por que, por mais q produzam factóides q prejudiquem a imagem do presidente Lula, o primeiro mandatário brasileiro continua c/ índices de aprovação altíssimos, assim como seu governo?

Há quem diga q a oposição e a grande mídia, c/ o propósito de desestabilizar o governo, vêm se valendo da crise internacional p/ implementar o q se convencionou chamar de “terrorismo jornalístico”, prática q consiste em enfatizar os dados negativos em detrimento das boas novas, e martelar previsões pessimistas a partir de seus porta-vozes, geralmente titulares de colunas ou de programas televisivos, mesmo cientes de q dessa postura podem advir danos aos agentes econômicos e, por tabela, à população.

Nem a gripe suína escapou da receita oposicionista p/ derrubar Lula e o governo – daí ter-se assistido a uma epidemia de más notícias povoando o noticiário. Vendiam a idéia de q as autoridades não haviam tomado as medidas corretas, q os hospitais públicos se encontravam desaparelhados, q era ineficaz a vigilância nos aeroportos p/ impedir a entrada de passageiros vindos das zonas de risco, e por aí vai.

Nada disso colou.

A pesquisa CNT/Sensus, por exemplo, revela q a aprovação pessoal do presidente Lula subiu de 76,2%, em março, p/ impressionantes 81,5%, no final do mês passado. Foram ouvidos 2 mil eleitores entre os dias 25 e 29 de maio.

Já na pesquisa Datafolha, o índice de aprovação do governo do presidente Lula é classificado como ótimo/bom para 69% dos entrevistados, voltando assim ao patamar de novembro passado, antes da eclosão da crise, quando a taxa de aprovação do governo atingiu 70%. Mesmo em março, c/ a intensificação dos efeitos da crise no Brasil, o índice caiu pouco, p/ 65%, um número ainda invejável.

É c/ este dilema q se depara a oposição – e os q a ela dão eco – de olho em 2010: de onde tirar mais coelhos da cartola p/ derrubar os índices de aprovação do presidente Lula e do seu governo?

 

Crédito foto: en.epochtimes.com



Escrito por Marcos Campos às 16h05
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Para “The Wall Street Journal”, vôo 447 revela trágico testamento da importância econômica do Brasil

De acordo c/ “The Wall Street Journal”, influente diário econômico americano, o vôo 447 da Air France, q desapareceu no Oceano Atlântico, revela “um trágico testamento da crescente importância do Brasil no mundo global dos negócios”.

O jornal informa q a lista de passageiros “deverá ser lida como uma relação de empresas de primeira linha européias e brasileiras, cujos executivos regularmente lotavam a primeira classe e a classe executiva do vôo transatlântico". De fato, algumas grandes companhias já confirmaram a presença de executivos no vôo da Air France, entre elas a francesa Michelin, a alemã ThyssenKrupp, a brasileira Vale e a norueguesa StatoilHydro ASA.

Acrescenta ainda o periódico americano q, como principal parceiro comercial do Brasil, depois de em março ter desbancado os Estados Unidos desta posição, a China tinha nove cidadãos a bordo do fatídico vôo 447.

Segundo “The Wall Street Journal”, a despeito de ser um destino turístico dos mais procurados, o Brasil tornou-se, nos últimos tempos, "um atrativo para executivos europeus, asiáticos e americanos q buscam lucrar com seu forte crescimento estimulado pelas exportações".



Escrito por Marcos Campos às 15h01
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Balança comercial tem superávit de US$ 2,6 bilhões em maio

Nem só de “bad news” vive o noticiário econômico, como dá a entender a grande imprensa. Em relação à balança comercial brasileira, por exemplo, o governo tem razões de sobra p/ comemorar.

Em maio, o superávit alcançou expressivos US$ 2,6 bilhões, e no acumulado do ano, a despeito de todos os problemas decorrentes da crise internacional, o saldo é positivo em US$ 9,3 bilhões, o q representa uma alta de 9,3% quando comparado c/ o mesmo período de 2008.

Nos 20 dias úteis de maio, as exportações somaram US$ 11,9 bilhões, c/ média diária de US$ 599 milhões, enquanto q as importações totalizaram US$ 9,3 bilhões, c/ média diária de US$ 466 milhões.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).



Escrito por Marcos Campos às 15h34
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 Aécio tem aprovação de 73% do eleitorado mineiro

e esquenta postulação ao Planalto no PSDB

 

A brigalhada que ocorre nas entranhas do PSDB, p/ a escolha do candidato do partido à presidência da República, ganha mais um dado q, seguramente, vai botar lenha na fogueira.

Em pesquisa publicada no diário mineiro “O Tempo”, levada a cabo pelo instituto CP2, o governador Aécio Neves inscreve no seu currículo mais um feito importante: foi considerado “muito bom” ou “bom” por 73,4% dos entrevistados.

Esses números são mais um trunfo c/ q contam os partidários de Aécio p/ detonar a candidatura do governador José Serra ao Planalto. Os “aecistas” se perguntam por que não se tem notícia de pesquisas q avaliem a administração do governador paulista. E dizem ter razões suficientes p/ acreditar q Serra não chega aos pés de Aécio, mesmo c/ a mídia dourando a pílula do governador de São Paulo.

Avaliação da gestão Aécio:

Muito bom/bom: 73,4%

Regular positivo: 14,3%

Regular negativo: 3,5%

Ruim/Muito ruim: 7,1%

Não sabe/Não respondeu: 1,7%

 

Crédito foto: independenciasulamericana.com.br



Escrito por Marcos Campos às 14h06
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Em São Paulo, 18 das 20 maiores obras estão atrasadas

 

A grande mídia tem andado ocupada em repercutir o atraso ocorrido nas obras do PAC, denunciado insistentemente por tucanos e democratas. Mostra-se mais comedida, entretanto, quando os percalços acontecem nos governos em q os titulares fazem oposição ao governo federal. É o caso sobretudo de São Paulo, reduto do candidato à presidência José Serra e do prefeito Kassab, seu fiel escudeiro.

"O Estado de São Paulo", no entanto, contrariando a regra, correu atrás e publicou matéria em q revela q das 20 maiores obras estruturais em andamento em São Paulo apenas duas estão dentro do cronograma. Segundo o jornal, nada menos q treze obras, o equivalente a 65% do total, se encontram atrasadas e cinco, ao contrário do q informa a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), nem sequer saíram do papel. Os atrasos variam entre seis meses e oito anos.

Algumas das obras em atraso ainda tiveram seu custo reavaliado para cima. A drenagem do Córrego Aricanduva, por exemplo, orçada inicialmente em R$ 97,6 milhões sofreu um reajuste expressivo, pulando p/ R$ 132,5 milhões, 35,7% a mais. Já os CEUs (Centros Educacionais Unificados) em atraso tiveram um aumento de custos da ordem de 18,5%.

P/ a urbanista Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo, "o governo não tem controle do cronograma das obras; não sabe o que vai acabar primeiro, o que vai acabar depois, e, de repente, há um rol de obras descontroladas."  Lacreta defende a ideia de q a Siurb passe a informar na internet o cronograma das obras em andamento, “para q os cidadãos possam acompanhar e cobrar”. P/ ela, “é preciso transparência”.

 Crédito Foto: jc3.uol.com.br



Escrito por Marcos Campos às 17h44
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Com a palavra, os colunistas

Aqui, pinço trechos de comentários assinados por colunistas de renome nacional, em blogs que costumo visitar. Vale a pena refletir sobre as teses q abraçam, e descobrir os destinatários de suas críticas - e dos elogios. Fundamental é q vc os leia. Se vai assinar embaixo, ou não, são outros quinhentos.

(José Paulo Kupfer - Último Segundo iG)

“Começam a aparecer os potenciais “problemas” de uma redução consistente das taxas básicas de juros. A ponta do iceberg foi a tributação dos depósitos de poupança. Mas as conseqüências da queda dos juros a níveis civilizados serão muito mais abrangentes e profundas.

 

As grandes redes de varejo, por exemplo, principalmente as especializadas em produtos da “linha dura” (eletrodomésticos e eletroeletrônicos), que extraem a maior parte de seus lucros das operações de financiamento – e não da operação comercial – terão de mudar para sobreviver aos novos tempos de normalidade. O professor Claudio Felisoni, da Universidade de São Paulo, especialista em varejo, citado, recentemente, na coluna do jornalista Celso Ming, no Estadão, calcula que nada menos que 60% do lucro desse segmento tem origem em ganhos financeiros.”

 

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(Ricardo Kotscho - Último Segundo iG)

"Em 45 anos de carreira, só conheci dois tipos de jornalistas. Os que abrem o jogo e deixam bem claras para os leitores suas preferências ideológicas, partidárias, futebolísticas, religiosas e seja o que mais for.

E os que se escondem atrás de um suposto “apartidarismo”, ”neutralidade”, “isenção”, “objetividade científica”, como se fosse possível. Isso não existe.

Jornalista, como qualquer cidadão, tem lado. Uns escondem, outros não, mas todos têm suas preferências e seus antagonismos. O mesmo vale para as empresas e para os donos de colunas da velha mídia.

Eu nunca procurei enganar ninguém. Vejo e escrevo as coisas do meu jeito, da mesma forma como colegas meus, que pensam exatamente o contrário, analisam o mesmo assunto com o sinal invertido.

Se não há picaretagem no meio, o que é outra coisa, é do jogo. O leitor, que não é burro, sabe com quem está falando, ou melhor, de que lado está aquele que escreve.

O que o jornalista não pode fazer é mentir, ser desonesto com os fatos, querer manipular a notícia. O resto é opinião _ e cada um tem a sua.

Com a fartura de sites e blogs que temos hoje na internet, com a diversidade de opiniões expostas no mercado, cada um pode procurar o seu quadrado, escolher entre seus favoritos aqueles com quem mais se identifica.

Não pretendo convencer ninguém de que sou o dono da verdade, não quero levar leitores a pensarem da mesma forma que penso, não uso meu espaço para agredir nem agradar ninguém.

Quero apenas ter o direito de dar a minha visão sobre os fatos, contar as minhas histórias. Jornalismo “isento” pode ser muito bonito como tese acadêmica ou peça de marketing empresarial, mas não faz parte da natureza humana da qual fazem parte os profissionais de imprensa.

Assim como acontece com os leitores, também no campo dos jornalistas assistimos hoje a um Fla-Flu, com a diferença de que uns vestem a camisa e outros a escondem no armário."  

  

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(Luis Nassif - Último Segundo iG)

"Hoje em dia, os ecos das manobras de Daniel Dantas se restringem aos seus três auxiliares persistentes: Conjur, Veja e IstoÉ. É impressionante a falta de semancol.

Esse jogo - de plantar matérias e, com base nelas, instruir processos - tinha eficácia antes de ser desvendado. Agora virou um teatro picaresco. Toda a opinião pública relevante já sabendo do jogo e o trio insistindo em reapresentá-lo.

O juiz Ali Mazloum se pronuncia e usa supostas ligações telefônicas entre Luiz Roberto Demarco e o delegado Protógenes para ordenar a abertura de mais inquéritos e para supostamente comprovar motivações comerciais na Satiagraha. Aqui mesmo, uma entrevista com Demarco lançou dúvidas sobre esse suposto levantamento de telefonemas.

Quem repercute? Os três de sempre. Certamente por amor ao jornalismo.

Ontem, foi enviado um comunicado à imprensa mostrando que toda a argumentação de Mazloum, para tentar comprometer a Satigraha, se fundava em informações falsas.

Ainda quero acreditar que Mazloum é um homem de bem que foi enrolado por dados falsos."



Escrito por Marcos Campos às 12h42
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Eu quero que vá tudo pro inferno!

O “Rei” aí está, 50 anos depois, cantando de galo, em plena forma, aplaudido por gregos e troianos.

No início de td, a jovem guarda, o roquezinho tupiniquim, presa fácil da crítica. O ie-iê-iê de Roberto e Erasmo, de Wanderléa e Martinha, de Jerry Adriani e de tantos outros nomes já deletados pelo tempo.

Hoje, o q era ruim e de mau gosto virou fashion. Vá entender…

Das letras de sua músicas, inúmeráveis frases permeiam o nosso cotidiano. Grande parte sob medida p/ celebrar o romantismo, homenagear amadas e amantes.

Embora tenha sido um de seus traços manter-se alheio às coisas da política, o q lhe custou críticas severas, o “Rei” deixa a frase título desta matéria p/ exorcisarmos os demônios, dentre os quais a banda podre de tucanos, demos, petistas e outros menos votados.

A estes q insistem em caminhar na contra-mão da cidadania e do respeito ao ético, nosso grito de repúdio, a plenos pulmões: “Eu quero que vá tudo - e todos - pro inferno!!!



Escrito por Marcos Campos às 15h50
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Gilmar Mendes e os R$ 114 mil de diárias

 

O polêmico presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pode ser acusado de muita coisa, menos de q é econômico nas viagens patrocinadas c/ o dinheiro público: nos 13 meses em q está à frente do STF, o ministro recebeu a título de diárias, nacionais e internacionais, R$ 114.205,93. Na comparação c/ sua antecessora, ministra Ellen Gracie, Gilmar se mostra imbatível: apenas nos cinco primeiros meses deste ano, o Supremo repassou a ele mais do que destinou à ministra nos dois anos em q ela exerceu a presidência do Supremo.

 

A bem da verdade, à época da gestão da ministra Ellen Gracie a diária internacional era de US$ 242,50, metade do valor atual, o q poderia explicar a disparidade entre os benefícios recebidos pelos dois ministros, não fosse o fato do aumento ter ocorrido somente a partir de 28 de abril deste ano, um tempo curto demais p/ justificar uma diferença tão acentuada. Além disso, por que, é lícito perguntar, em apenas um ano, de abril de 2008, quando a ministra deixou a presidência e o ministro Gilmar assumiu, a abril de 2009, o valor da diária, em dólar, praticamente dobrou?

 

Foi o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o órgão responsável pelo aumento do valor da diária. Justo seria, portanto, q viesse a se manifestar através de seu presidente, q por coincidência é nada mais nada menos q o ministro Gilmar Mendes.

 



Escrito por Marcos Campos às 23h02
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Febraban paga encontro de juízes em resort

Transcrevo a seguir matéria publicada no "Último Segundo", do Portal IG, na expectativa de q os amigos me digam se acham certo, ou ético, a Febraban patrocinar um evento pagando as contas de juízes e magistrados em resort 5 estrelas, onde a diária beira os R$ 800,00. Será q os ilustres participantes ao se depararem c/ causas envolvendo a Febraban vão agir c/ isenção? As respostas devem ser encaminhadas ao TST.

 A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) pagou todas as despesas de viagem a 42 juízes do trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que participaram de um congresso promovido pela entidade em um resort cinco estrelas na Praia do Forte, na Bahia, durante o feriado de 21 de abril. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O evento aconteceu pelo 16º ano, com o objetivo de debater temas relacionados a questões trabalhistas, segundo a Febraban.

A maior parte dos dez ministros do TST que estiveram no congresso, dos presidentes ou representantes de Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) de várias regiões do País e dos juízes que participaram do evento foram acompanhados por suas mulheres ou maridos, a exemplo de anos anteriores.

A reportagem mostra que uma diária de um apartamento standard para um casal no Tivoli Ecoresort Praia do Forte, onde ocorreu o evento deste ano, custa R$ 798, podendo ser reduzida para cerca de R$ 600 para um grupo grande, como ocorreu no "16º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho" da Febraban. 

Em resposta à reportagem, o TST disse que a decisão de participar do evento depende de cada juiz. O TRT-SP afirmou, também por meio de sua assessoria, que a participação de magistrados em congressos e ciclos de estudos é necessária "para o melhor desempenho da atividade jurisdicional" e que "não houve discussões sobre processos ou mesmo sobre empresas e temas que pudessem suscitar comprometimento à independência dos juízes". Cinco representantes de São Paulo participaram do encontro.



Escrito por Marcos Campos às 12h22
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